quarta-feira, 17 de junho de 2009

Faz ele Rí

Us fio tem que entendê
Que siozinho qué rir
Us minino mesmo sofrendo
Tem que aprendê a si diverti

Num basta o sofrimento
Incultado nessa vida
Num basta as mazelas
Vamus esquece as ferida

Antigamente povoação
Hoje é periferia
Zumbi nunca chorou
Morreu na loca corrida

Us encantados foi embora
Se acabaram no bar e na cerveja
Rei Nagô se lamenta
A morte única certeza

Povo guerrero num ri de tudo
Abandonô terrero e esqueceu
Preto evangélico hoje ora
Pai salva filho teu

Mais do céu num vem melhora
Caboclos se entristeceu
Esqueceram os traços e raízes
De um povo que pru zoto viveu.

Muita coisa mudou na estória
capitão mantinha na corrente
A evolução veio sem demora
Hoje o preto pra polícia é delinqüente.



Ferréz

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Televisão. Tão útil e tão inútil!

É tempo de mudança!
Porque mudar, às vezes, é preciso... querendo ou não.
Faz bem para a alma, nos fortalece.
E quem sabe assim, encontro o que tanto procuro (apesar de não saber exatamente o que procuro).


"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas,
que já tem a forma do nosso corpo,
e esquecer os nossos caminhos,
que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e, se não ousarmos fazê-la,
teremos ficado, para sempre,
à margem de nós mesmos."

[Fernando Pessoa]

terça-feira, 5 de maio de 2009

Repudiando...

Eunápolis, Bahia 17 de Abril de 2009

Prezado Luís Inácio Lula da Silva,

Venho argumentar algumas contradições em determinadas instituições onde dizem que não tem uma organização preconceituosa, seja física, social ou racial. Sendo que se observarmos em que cargo estão os negros e quais seus salários? Muito embora, abaixo dos cargos e salários dos homens negros, estão as mulheres negras.
Seja em empresas, escolas, hospitais, novelas, inclusive a questão dos bairros. Normalmente, moram em periferias das grandes metrópoles. Onde encontramos a ausência de qualquer aparato estatal. Condições precárias de moradia e, uma intensa exploração do trabalho infantil e feminino.
Tendo uma relação com o passado, onde os escravos eram negros e os senhores brancos. Então, o que estamos vivendo além de uma escravidão nos dias atuais? Esses salários querem nos transparecer que a “coisa” realmente não mudou, a única diferença é que agora estamos em uma sociedade moderna, mas com pensamentos tão primitivos.
Exemplos são o que não faltam: falta de negros nos cargos superiores (presidência, diretorias, consulados, prefeituras entre outros). E ainda dizem que não vivemos em um país preconceituoso e, sempre que podem ressaltam que o nosso Brasil é mestiço. Será que podemos acreditar neles?
As cotas para negros é uma solução imediata para adiar a questão do racismo no Brasil. Antes dessas, o número de negros nas faculdades era inferior, mas graças elas vem aumentando a ingressar os negros nas faculdades. Mas, o óbvio seria que eles começassem a existir, já que é questionada a falta de conhecimentos. Porém, não é assim que acontece e, sabemos que enquanto não crescermos, continuará a ser esse país que não valoriza sua cultura.
Quando começaremos a mudar isso? Se continuarmos a acreditar nisso, onde iremos parar? Como podemos dizer que a maioria da população negra é pobre se não dermos oportunidades para que isso não aconteça? Isso deixa para o senhor responder. Agindo. A meu ver, acho que essa é à hora de usufruir um pouco da sociologia e deixar a filosofia de fora.

Atenciosamente, Andressa Alves,
estudante do Curso Integrado de Informática
do Instituto Federal da Bahia – Campus Eunápolis.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Carolina

Chico Buarque/1967


Carolina
Nos seus olhos fundos
Guarda tanta dor
A dor de todo esse mundo
Eu já lhe expliquei que não vai dar
Seu pranto não vai nada mudar
Eu já convidei para dançar
É hora, já sei, de aproveitar
Lá fora, amor
Uma rosa nasceu
Todo mundo sambou
Uma estrela caiu
Eu bem que mostrei sorrindo
Pela janela, ói que lindo
Mas Carolina não viu

Carolina
Nos seus olhos tristes
Guarda tanto amor
O amor que já não existe
Eu bem que avisei, vai acabar
De tudo lhe dei para aceitar
Mil versos cantei pra lhe agradar
Agora não sei como explicar
Lá fora, amor
Uma rosa morreu
Uma festa acabou
Nosso barco partiu
Eu bem que mostrei a ela
O tempo passou na janela
Só Carolina não viu

João e Maria

Sivuca - Chico Buarque/1977


Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você
Além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava um rock
Para as matinês

Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigada a ser feliz
E você era a princesa
Que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país


Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Sim, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade
Acho que a gente nem tinha nascido


Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo
Sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim

sexta-feira, 27 de março de 2009

Esperança para o Câncer

23/03/2009
Erva daninha pode ser esperança contra o câncer
Pesquisadores da Univali descobriram capacidade antitumoral na planta

Itajaí – A erva-de-são-simão, (Vermonia Scorpiodes), espécie comum no Brasil e tida como erva daninha frequentemente em pastagens, terrenos baldios e beira de estradas, pode ser uma nova esperança no combate ao câncer.

Pesquisadores do programa de Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Universidade do Vale do Itajaí (Univali), divulgaram relatório em que apontam que compostos isolados da planta demonstraram capacidade de destruir células de melanoma e adenocarcioma característicos de vários agentes antitumorais.

Os extratos e frações da planta demonstraram possuir atividade seletiva, sendo cicotóxicos apenas para células tumorais, apresentando, inclusive, efeito estimulador sobre as células de defesa em testes realizados com camundongos.

"Os resultados são importantes na busca por agentes antitumorais, que somados ao estimulo ao sistema imune auxilia no combate a doença", diz Tania Mari Belle Bresolin, coordenadora do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Univali.

Os pesquisadores alertaram para o risco do uso indiscriminado da planta que, devido a sua toxidade, pode ter efeitos nocivos: “Alguns compostos isolados da planta afetam, também, células não-tumorais. Os estudos são preliminares e ainda são necessários testes complementares para garantir a efetividade e segurança do uso da planta", diz Tania.

Eles esperam que, a divulgação dos resultados preliminares, desperte o interesse de investimentos na pesquisa por parte da indústria farmacêutica. "A planta estava sendo pesquisada há seis anos. É a continuidade dos estudos que permitirá a identificação dos agentes imunoestimuladores e quimioterápicos", completa a pesquisadora.

Mais informações: (47) 3341-7932, com Tania Mari Bellé Bresolin, coordenadora do Mestrado em Ciências Farmacêuticas da Univali.